domingo, 16 de dezembro de 2012

Por que as pessoas gritam?



Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos:
-Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?
-Gritamos por que perdemos a calma- disse um deles.
-Mas, por que gritar quando a outra pessoa esta no seu lado? - questionou novamente o pensador.
-Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça - retrucou o discípulo.
E o mestre volta a perguntar:
- Então, não é possível falar-lhe em voz baixa?
Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador. Então ele esclareceu:
-Você sabe por que se grita com uma pessoa quando se está aborrecido? O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidos estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância.
E continuou:
- Por outro lado, o que acontece quando duas pessoas estão enamoradas? Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê? Por que seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Às vezes, estão tão próximos seus corações que nem falam, somente sussurram. E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham e basta. Seus corações se entendem.
Por fim, o pensador conclui dizendo:
-Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta.

terça-feira, 26 de julho de 2011

[Não basta amar apenas]

Texto de Artur da Távora

Aos que não casaram,
Aos que vão casar,
Aos que acabaram de casar,
Aos que pensam em se separar,
Aos que acabaram de se separar,
Aos que pensam em voltar...





Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.
A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta. Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna.
Casaram. Te amo pra lá, te amo pra cá. Lindo, mas insustentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas. Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes nem necessita de um amor tão intenso.
É preciso que haja, antes de mais nada, respeito. Agressões zero.
Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência... Amor, só, não basta.
Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas.
Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades.
Tem que saber levar. Amar, só, é pouco.
Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar.
Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar. Entre casais que se unem visando à longevidade do matrimônio tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um.
Tem que haver confiança. Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou.
É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão. E que amar, "solamente", não basta.
Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor Pode ser bom, pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado.
O amor é grande, mas não é dois. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência. O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.

Um bom Amor aos que já têm!

Um bom encontro aos que procuram!

E felicidades a todos nós!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Desejo


Desejo primeiramente que você ame 
E que amando, também seja amado 
E que se não for, seja breve em esquecer 
E esquecendo não guarde magoa 
Desejo pois, que não seja assim 
Mas se for, saiba ser sem se desesperar 

Desejo também que você tenha amigos 
Que mesmos maus e inconseqüentes 
Sejam corajosos e fieis 
E que pelo menos um deles você possa confia sem duvidar 
É porque a vida é assim 

Desejo que você tenha inimigos 
Nem muitos, nem poucos 
Mas na medida exata para que algumas vezes 
Você se interpele a respeito 
De suas próprias certezas 
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo 
Para que você não se sinta demasiado seguro 

Desejo depois que você seja útil 
Mas não insubstituível 
E que em maus momentos 
Quando não restar mais nada 
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé 

Desejo ainda que você seja tolerante 
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil 
Mas com os que erram muito e irremediavelmente 
E que fazendo bom uso dessa tolerância 
Você sirva de exemplo para os outros 

Desejo que você sendo jovem 
Não amadureça depressa demais 
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer 
E que sendo velho não se dedique ao desespero 
Porque cada idade tem seu prazer e sua dor 
E é preciso deixar que eles escorram entre nós 

Desejo por sinal que você seja triste 
Não o ano todo, mas apenas um dia 
mas que nesse dia descubra 
Que o riso diário é bom 
O riso habitual é insosso 
E o riso constante é insano 

Desejo que você descubra 
Com a máxima urgência 
Acima e despeito de tudo 
Que existem oprimido, injustiçados e infelizes 
E que estão a sua volta 

Desejo ainda que você afague um gato, alimente um cuco 
E ouça um João-de-barro, erguer triunfante o seu canto matinal 
Porque assim você se sentirá bem por nada 

Desejo também que você plante uma semente 
Por mais minúscula que seja 
E acompanhe seu crescimento 
Para que você saiba de quantas vidas é feita uma árvore 

Desejo outrossim, que você tenha dinheiro 
Porque é preciso ser prático 
E que pelo menos uma vez por ano 
Coloque um pouco dele na sua frente e diga “isso é meu” 
Só para que fique bem claro quem é dono de quem 

Desejo também que nenhum dos seus afetos morra 
Por ele e por você 
Mas que se morrer, você possa chorar 
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar 

Desejo por fim que você sendo um homem tenha uma boa mulher 
E sendo mulher, tenha um bom homem 
E que se amem hoje, amanhã e no dia seguinte 
E quando estiverem exaustos e sorridentes 
Ainda haja amor para recomeçar 
E se tudo isso acontecer 
Não tenho mais nada a te desejar.










.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

"Tenho horror a mulher perfeitinha.
Sabe aquele tipo que faz escova toda manhã, tá sempre na moda e é tão sorridente que parece garota-propaganda de processo de clareamento dentário?
E, só pra piorar, tem a bunda dura !!!
Pois então, mulheres assim são um porre... Pior: são brochantes.
Sou louco?
Então tá, mas posso provar a minha tese. Quer ver?


a) Escova toda manhã:
A fulana acorda às seis da matina pra deixar o cabelo
parecido com o da Patrícia de Sabrit.
Perde momentos imprescindíveis de rolamento
na cama, encoxamento do namorado, pegação,
pra encaixar-se no padrão 'Alisabel', que é legal...
Burra.


b) Na moda:

Estilo pessoal, pra ela, é o que aparece
nos anúncios da Elle do mês..
Você vê-la de shortinho, camiseta surrada e cabelo preso?
JAMAIS!
O que indica uma coisa: ela não vai querer ficar
desarrumada nem enquanto estiver transando.


c) Sorriso incessante:

Ela mora na vila dos Smurfs?
Tá fazendo treinamento pra Hebe?
Sou antipático com orgulho, só sorrio para quem provoca meu sorriso...
Não gostou?
Problema seu. Isso se chama autenticidade, meu caro.
Coisa que, pra perfeitinha, não existe.
Aliás, ela nem sabe o que a palavra significa...
Coitada.

d) Bunda dura:

As muito gostosas são muito chatas.
Pra manter aquele corpão, comem alface e tomam
isotônico, portanto não vão acompanhá-lo nos
pasteizinhos nem na porção de bolinho de arroz do
sabadão.
Bebida dá barriga e ela tem H-O-R-R-O-R aqualquer carninha
saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba
onde começa a pornografia:
nada de tomar um bom vinho com você. Cerveja?
Esquece!

Portanto:


É melhor vc ter uma mulher engraçada do que linda, que sempre te acompanha nas festas, adora uma cerveja, prefere andar de chinelo e vestidinho, ou então calça jeans e camiseta básica, faz academia quando dá, come carne, é simpática, não liga pra grana, só quer uma vida tranqüila e saudável, é desencanada e adora dar risada; Do que ter uma mulher perfeitinha, que se veste feito um manequim de vitrine, nunca toma porre e só sabe contar até quinze, que é até onde chega a seqüência de bíceps e tríceps. 


Legal mesmo é mulher de verdade... E daí se ela tem celulite?
O senso de humor compensa. Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira.
Pode até ser meio mal educada quando você larga a cueca no meio da sala, mas e daí?
Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução.
Mas ainda não criaram um remédio pra FUTILIDADE!!"





Moral da História: As verdadeiras mulheres (mulheres simples) são as melhores.

[Arnaldo Jabour]

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Sereia ou Baleia?


"Ontem vi um outdoor da Runner, com a foto de uma moça de biquíni e a frase: "Neste verão, qual você quer ser? Sereia ou Baleia?"

Respondo: Baleias sempre estão cercadas de amigos. Baleias têm vida sexual ativa, engravidam e têm filhotinhos fofos. Baleias amamentam. Baleias nadam por aí, singrando os mares e conhecendo lugares legais como as banquisas de gelo da Antártida e os recifes de coral da Polinésia. Baleias têm amigos golfinhos. Baleias comem camarão à beça. Baleias esguicham água e brincam muito. Baleias cantam muito bem e têm até CDs gravados. Baleias são enormes e quase não têm predadores naturais. Baleias são lindas e amadas.



 

Sereias não existem.

Se existissem, viveriam em crise existencial:
Sou um peixe ou um ser humano?
 

Runner, querida, prefiro ser baleia." 



...

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A Dificuldade de agradar a todos


Muitas pessoas se comportam da forma que imaginam que agradará a todos.

Esta metáfora nos fala da impossibilidade de realizar este objetivo e sobrea necessidade de confiarmos em nosso julgamento interno.
Em pleno calor do dia um pai andava pelas poeirentas ruas de Keshan junto com seu filho e um jumento.
O pai estava sentado no animal, enquanto o filho o conduzia, puxando a montaria com uma corda.
"Pobre criança!", exclamou um passante, "suas perninhas curtas precisam esforçar-se para não ficar para trás do jumento.

Como pode aquele homem ficar ali sentado tão calmamente sobre a montaria, ao ver que o menino está virando um farrapo de tanto correr.

O pai tomou a sério esta observação, desmontou do jumento na esquina seguinte e colocou o rapaz sobre a sela.
Porém não passou muito tempo até que outro passante erguesse a voz para dizer:

Que desgraça! O pequeno fedelho lá vai sentado como um sultão, enquanto seu velho pai corre ao lado.

Esse comentário muito magoou o rapaz, e ele pediu ao pai que montasse também no burro, às suas costas.

"Já se viu coisa como essa?, resmungou uma mulher usando véu. Tamanha crueldade para com os animais!
O lombo do pobre jumento está vergado, e aquele velho que para nada serve e seu filho abancaram-se como seu o animal fosse um divã.Pobre criatura!"

 Os dois alvos dessa amarga crítica entreolharam-se e, sem dizer palavra, desmontaram.
Entretanto mal tinham andado alguns passos quando outro estranho fez troça deles ao dizer:
Graças a Deus que eu não sou tão bobo assim!
Por que vocês dois conduzem esse jumento se ele não lhes presta serviço algum, se ele nem mesmo serve de montaria para um de vocês?

O pai colocou um punhado de palha na boca do jumento e pôs a mão sobre o ombro do filho.

"Independente do que fazemos", disse, sempre há alguém que discorda de nossa ação.

Acho que nós mesmos precisamos determinar o que é correto.

(Autor Desconhecido)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Mulheres

Outro dia, a Adriane Galisteu deu uma entrevista dizendo que os homens não querem namorar as mulheres que são símbolos sexuais. É isto mesmo.
Quem ousa namorar a Feiticeira ou a Tiazinha?
As mulheres não são mais para amar; nem para casar. São para "ver".

Que nos prometem elas, com suas formas perfeitas por anabolizantes e silicones?
Prometem-nos um prazer impossível, um orgasmo metafísico, para o qual os homens não estão preparados...
As mulheres dançam frenéticas na TV, com bundas cada vez mais malhadas, com seios imensos, girando em cima de garrafas, enquanto os pênis-espectadores se sentem apavorados e murchos diante de tanta gostosura.
Os machos estão com medo das "mulheres-liquidificador".
O modelo da mulher de hoje, que nossas filhas ou irmãs almejam ser (meu Deus!), é a prostituta transcendental, a mulher-robô, a "Valentina", a "Barbarela", a máquina-de-prazer sem alma, turbinas de amor com um hiperatômico tesão.
Que parceiros estão sendo criados para estas pós-mulheres? Não os há.
Os "malhados", os "turbinados" geralmente são bofes-gay, filhos do mesmo narcisismo de mercado que as criou.
Ou, então, reprodutores como o Zafir, para o Robô-Xuxa.
A atual "revolução da vulgaridade", regada a pagode, parece "libertar" as mulheres.
Ilusão à toa.
A "libertação da mulher" numa sociedade escravista como a nossa deu nisso: Superobjetos. Se achando livres, mas aprisionadas numa exterioridade corporal que apenas esconde pobres meninas famintas de amor, carinho e dinheiro.

São escravas aparentemente alforriadas numa grande senzala sem grades.
Mas, diante delas, o homem normal tem medo.
Elas são "areia demais para qualquer caminhãozinho".
Por outro lado, o sistema que as criou enfraquece os homens.
Eles vivem nervosos e fragilizados com seus pintinhos trêmulos, decadentes, a meia-bomba, ejaculando precocemente, puxando sacos, lambendo botas, engolindo sapos, sem o antigo charme "jamesbondiano" dos anos 60.
Não há mais o grande "conquistador".
Temos apenas os "fazendeiros de bundas" como o Huck, enquanto a maioria virou uma multidão de voyeur, babando por deusas impossíveis.
Ah, que saudades dos tempos das bundinhas e peitinhos "normais" e "disponíveis"...
Pois bem, com certeza a televisão tem criado "sonhos de consumo" descritos tão bem pela língua ferrenha do Jabor (eu).

Mas ainda existem mulheres de verdade.
Mulheres que sabem se valorizar e valorizar o que tem "dentro de casa", o seu trabalho.
E, acima de tudo, mulheres com quem se possa discutir um gosto pela música, pela cultura, pela família, sem medo de parecer um "chato" ou um "cara metido a intelectual".
Mulheres que sabem valorizar uma simples atitude, rara nos homens de hoje, como abrir a porta do carro para elas.
Mulheres que adoram receber cartas, bilhetinhos (ou e-mails) românticos!!

Escutar no som do carro, aquela fitinha velha dos Beegees ou um cd do Kenny G (parece meio breguinha)...mas é tão boooom namorar escutando estas musiquinhas tranquilas!!!
Penso que hoje, num encontro de um "Turbinado" com uma "Saradona" o papo deve ser do tipo:
-"meu"... o meu professor falou que posso disputar o Iron Man que vou ganhar fácil!."
-"Ah "meu"..o meu personal Trainner disse que estou com os glúteos bem em forma e que nunca vou precisar de plástica". E a música???
Só se for o "último sucesso (????)" dos Travessos ou "Chama-chuva..." e o "Vai serginho"???...
Mulheres do meu Brasil Varonil!!! Não deixem que criem estereótipos!!
Não comprem o cinto de modelar da Feiticeira. A mulher brasileira é linda por natureza!!
Curta seu corpo de acordo com sua idade, silicone é coisa de americana que não possui a felicidade de ter um corpo esculpido por Deus e bonito por natureza. E se os seus namorados e maridos pedirem para vocês "malharem" e ficarem iguais à Feiticeira, fiquem... igual a feiticeira dos seriados de TV:
Façam-os sumirem da sua vida!!! 
(Arnaldo Jabor)